Parou...
Fechou os olhos e foi como se sentisse aquele odor, de pele com perfume e de perfume com pele, numa mistura que lhe fazia retirar os pés do chão a cada inspiração, a cada toque com os seus lábios, nariz, olhos, testa e cabelos.
Abriu os olhos...
E Ela estava ali do seu lado, de ombros despidos, de ligeira cicatriz no ombro esquerdo como que a recordar doenças de criança. A sua mão devagarinho subiu pelas suas costas, sentindo cada um dos seus músculos, cada uma das suas vértebras, subindo à medida que cada um dos seus dedos ia deixando de lhe tocar a pele, ficando apenas um que lhe percorreu o ombro e todo aquele trajecto que medeia a distância entre o ombro e a boca passando pela orelha, subindo pelo olho, sobrancelha, nariz e parando nos lábios que tocaram finalmente no seus e o mundo parou.
Chegou junto do seu ouvido e disse-lhe a tua pele é a pele que há em mim...
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